Hotel em Bogotá abriu portas

No seguimento do investimento na Zona Franca de Bogotá, inaugurou a 4 de fevereiro o Hotel Ramada Encore, que funcionará em regime de exploração subcontratada com a empresa Oxo, que já detém diversas unidades sob este regime na Colômbia. O investimento tem como sócios o Grupo Oikos, o Grupo Contempo e a Paso, esta última participada do Grupo Madre, numa aliança com a Proef, além da própria Zona Franca de Bogotá.

O hotel insere-se num edifício de uso misto, espaço que inclui as valências da restauração e comércio, de que faz parte um supermercado, e uma cancha, como se diz naquele país, no topo do edifício para a prática de futebol de salão, aberto desde o último trimestre do ano passado. A restauração está a funcionar desde junho de 2020, pouco tempo após o que o supermercado abriu as portas. A unidade hoteleira foi a última a abrir, dada a conjuntura de pandemia.

Os dois pisos reservados a escritórios no mesmo local estão ainda por ocupar e aguardando clientes, dadas as profundas alterações que o teletrabalho implicou para as práticas da prestação laboral tradicional, a exigir a redefinição de espaços até agora ocupados pelo setor terciário e mesmo a respetiva localização nas cidades.

A valência de hotelaria vem ao encontro da procura de alojamento por executivos e técnicos na referida zona da cidade, um parque de grandes dimensões e que inclui no seu perímetro empresas dos setores da indústria, comércio, logística, serviços e tecnologia. Com localização privilegiada, nas imediações do aeroporto internacional da capital, o El Dorado, a Zona Franca de Bogotá é servida por boas acessibilidades, o que faz este parque industrial ser muito procurado pelas empresas para ali instalarem os seus negócios e atividades.

A dinâmica inerente à atividade do país faz com que, a par da situação pandémica, o tecido empresarial esteja a funcionar, a exemplo do que acontece com as grandes chancelas da indústria. Se é verdade que grande número reduziu a atividade e adiou iniciativas até há relativamente pouco tempo, tais como auditorias a equipamentos e obras de manutenção, esse período chegou ao fim. A atividade na Zona Franca foi sendo retomada e encontra-se atualmente a atingir índices que comparam com os anteriores ao período pré-pandemia, o que imprime grande dinâmica ao movimento daquele parque de empresas.

Daí que a decisão de abertura no momento atual se deveu à capacidade de dar resposta a essa procura e à necessidade de permitir que a unidade hoteleira, assim como as restantes valências, possam dar-se a conhecer e fazer o seu percurso no mercado. Tal só poderia acontecer uma vez em funcionamento, beneficiando até de posição de vantagem, dada a ausência de concorrência em moldes semelhantes no seu entorno. A unidade hoteleira está a funcionar, nesta fase inicial, com uma estrutura mínima de pessoal e de recursos financeiros, já que a expectativa de ocupação, no primeiro mês, ronda os 20%, devendo no primeiro trimestre ascender aos 30 a 35%.

A empresa portuguesa, instalada há cerca de uma década naquele país da América Latina, encontrou nas duas entidades referidas parceiros conhecedores do país e do respetivo mercado, estabelecendo-se uma relação de confiança mútua que tem permitido a tomada de decisão sustentada e com segurança.