
Prestes a celebrar o 20.º aniversário da Guerra & Paz, que ocorre a 10 de abril, o editor Manuel S. Fonseca aproveita para assinalar que outra data, os 45 anos da Gradiva, passaram não há muito, em fevereiro, e que a jovem chancela Euforia se prepara para comemorar 3 anos de atividade em setembro próximo. Ao mesmo tempo, anuncia os novos títulos nos escaparates.
Não há certamente mais oportuna ocasião para recordar o primeiro título da Guerra & Paz, Fama e Segredo da História de Portugal, resultado de um pedido do editor a Agustina, logo aceite, criação que tem, por seu turno, toda uma história por trás. Ainda nas memórias mais remotas da fundação da chancela, outro título de dois autores incontornáveis da literatura portuguesa contemporânea, Sophia-Sena: As Cartas, que o editor descreve como ‘o comovente carteio entre os dois escritores’.
Siga-se para o título com o qual a Guerra & Paz assinala o seu aniversário, de novo em torno de Agustina. Trata-se de O Apocalipse de Albrecht Dührer, visto por Agustina Bessa-Luís, texto visionário sobre as xilogravuras de Albrecht Dührer, na forma de «ler e sentir arte», como chama a atenção o editor, num volume de grande formato, com o apoio da Fundação Gulbenkian.
Outros autores desfilam este mês: Marcel Proust (O Elogio da Leitura), Simone Weil (A Gravidade e a Graça). Os Ensinamentos Zen do Mestre Huan Po é outro dos títulos, e ainda o volume 2, A Morte de Deus, de O Ramo de Ouro, Estudos sobre Magia e Religião, de Sir George James Fraser, na coleção Os Livros Não se Rendem. Noutra coleção, desta vez A Minha Estante, figura História do Catolicismo, de Yves Bruley, e dos lançamentos faz parte Minha Querida Mamã, de João Pedro George, sobre as relações de Fernando Pessoa com a mãe.
Dois romances de autores portugueses encerram os lançamentos, Não Há Nada a Temer, de Raquel Fontão, e Entre a Loucura e a Graça, do estreante Salvador Furtado.
Sob a chancela da Euforia, surgem Unidos Além da Morte, de Cate Coelho e Em Jogo, de Navessa Allen.
Já a Gradiva surge com los títulos Da Ciência ao Amor, de Luís Portela, A Expansão Portuguesa, de Luís Filipe Thomaz, no mesmo mês em que se volta a publicar O Nome da Rosa, de Umberto Eco, os três com novas capas e novas edições. É também altura para A Teoria do Tudo, de Stephen Hawking, em que o autor se interroga sobre a origem e o destino do universo.
A título de sugestão de leitura para os políticos, O Princípio de Peter, de Lawrence J. Peter e Raymond Hull. Oportunidade também para Expiação, de Ian McEwan, e Biblioteca Secreta, de Oliver Tearle, para encerrar com O Último Espião do Reich, de Francisco Ramalheira, em que se cruzam as vidas de Hitler no bunker de Berlim e a de um carteirista de Alfama.
8 de abril de 2026